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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Srila Gurudeva Entra Em Mahasamadhi

Ofereço minhas mais profundas e respeitosas reverências aos pés-de-lotus de Sri Srimad Bhaktivedanta Narayana Gosvami Maharaja, a quem sou eternamente grato.

Hoje uma emoção diferente tomou conta do
atma que habita este corpo: recebo a notícia de que Srila Gurudeva entrou em samadhi e, às 3 horas da manhã desse 29 de dezembro de 2010, se encaminhou para a morada do Senhor Supremo. Abaixo, transcrevo a mensagem (fonte original em inglês "Srila Gurudeva Enters Samadhi").
Queridos devotos e amigos,

Por favor aceitem nossos dandavats pranams e recebam as bênçãos do coração de Srila Gurudeva. Todas as glórias a Sri Guru e Sri Gauranga e todas as glórias a Sri Sri Radha Vinode Bihariji.

Hoje, Sri Krsna Navami Tithi, no dia 29 de dezembro de 2010, no mais auspicioso dia do aparecimento de nitylila pravista om vishnupada Sri Srimad Bhaktivedanta Vaman Gosvami Maharaja, nosso amado Gurudeva, Sri Srimad Bhaktivedanta Narayan Gosvami Maharaja entrou nos passatempos eternos de Sri Sri Radha e Krsna às 03 h da manhã em Sri Jagannath Ksetra Dham, a residência transcendental de Sri Jagannath Deva, Sri Baladeva e Srimati Subhadra.

Estamos fazendo todos os preparativos para trazer o corpo transcendental de Srila Gurudeva para Sri Navadvip Dham e lá colocá-lo em Samadhi.

Mais notícias serão enviadas em breve.

Vaisnavadasanudasa & aspirantes pelo serviço a Sri Guru e Vaisnavas


Swami B.V. Madhava & Brajanath das

Devemos compreender verdadeiramente Krishna e isto só pode ser feito por servir a um devoto puro.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Luz Do Bhagavata - Verso 4

Depois que caem chuvas pesadas, os campos e as florestas, em todas as direções, ficam verdes e saudáveis. Assim, eles se assemelham a um homem que se submeteu a rigorosas austeridades visando a algum ganho material e que alcançou seu objetivo, pois tal homem é forte, saudável e de boa aparência.

A folhagem da estação das chuvas não passa de um espetáculo temporário. Apesar de parecer muito agradável, devemos lembrar que não durará muito. De forma semelhante, há pessoas que se submetem a rigorosas austeridades visando a algum ganho material, mas aqueles que são equilibrados evitam isto. Austeridades rigorosas em troca de ganhos temporários não passam de um desperdício de tempo e energia. A perda e o ganho materiais são destinados de acordo com a formação de cada corpo específico. Existem 8.400.000 espécies de vida, e cada espécie de corpo está destinada a desfrutar e a sofrer de acordo com sua formação específica. Os desfrutes e sofrimentos corpóreos do filho de um homem rico são diferentes daqueles do filho de um homem pobre. Embora não nos submetamos a rigorosas austeridades para obter aflição, ela vem a nós sem ter sido chamada. Analogamente, a felicidade a que estamos destinados virá a nós, mesmo que não a tenhamos desejado.

Mesmo que consigamos evitar a aflição e desfrutar artificialmente alguma felicidade material por meio de realizações temporárias, isto não representa nenhum ganho real na vida. Nosso dever é atingir felicidade permanente e vida eterna, e é apenas com esse fim - visando ao ganho último - que devemos nos submeter a todo tipo de penitências e austeridades.

É possível atingir este ganho último sob a forma de vida humana. A felicidade permanente torna-se possível quando nos libertamos das fontes materiais de felicidades, pois a continuação do cativeiro material quer dizer continuação das três classes de misérias. A vida humana tem por objetivo dar fim a estas misérias.

Não devemos procurar ser belos como as flores ou a folhagem que florescem na estação das chuvas, mas murcham no inverno. Ficar animado com as nuvens da ignorância no céu e desfrutar a visão da folhagem temporária não é de forma alguma desejável. Devemos tentar viver no céu claro e ilimitado, inundado com os raios do sol e da lua. É isso o que realmente desejamos. Uma vida de liberdade em eternidade, em completo conhecimento e numa atmosfera de bem-aventurança é desejo íntimo de toda alma iluminada. Devemo-nos submeter a todo tipo de penitências e austeridades para alcançar essa fonte permanente de felicidade.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Luz Do Bhagavata - Verso 3

Atraídas pela eletricidade existente no céu e impelidas por ventos fortes, as nuvens aos poucos cobrem a superfície da Terra para satisfazerem as pessoas que necessitam de suprimento de água, a qual é essencial à vida. As nuvens derramam chuvas sobre o homem como a misericórdia do Senhor, que é sempre bondoso com o ser vivo necessitado.

Devemos ter sempre em mente que Deus é sempre bondoso conosco. A despeito de nossa visível desobediência às leis da natureza de Deus, o Senhor tem a bondade de cuidar de nossa manutenção. A água é um dos ítens mais importantes para a nossa manutenção, posto que, sem a água, não podemos produzir nossos alimentos nem matar nossa sede. A água também é necessária em muita abundância para muitos outros fins. Deste modo, o Senhor reservou a água em três quartos do globo e fê-la salgada para conservá-la. A água salgada não se decompõe, e este é o arranjo da Providência. O Senhor incumbiu ao poderoso Sol evaporar a água de planetas como a Terra, destilá-la em água límpida nas nuvens e em seguida armazená-la nos picos das montanhas, assim como armazenamos água em reservatórios altos para distribuição posterior. Parte do armazenamento de água é transformada em gelo de modo que ela não inunde a Terra sem um bom propósito. O gelo derrete-se aos poucos durante o ano, flui pelos grandes rios e desliza outra vez para o mar para que seja preservada a água.



Portanto, as leis da natureza de Deus não são nem cegas nem acidentais, como concluem homens com um pobre fundo de conhecimento. Por trás das leis da natureza está o cérebro vivo de Deus, assim como sempre existe um legislador por trás de todas as leis do Estado. Pouco importa se vemos ou não o legislador por trás das leis comuns; devemos admitir que o legislador existe. A matéria jamais poderá agir de maneira automática, sem a mão viva, e por isso devemos admitir a existência de Deus, o ser vivo supremo, por trás das leis da natureza. O Senhor diz no Bhagavad-gita que a natureza funciona sob Sua supervisão.

mayadhyaksena prakrtih
suyate sa-caracaram
hetunanena kaunteya
jagad viparivartate

"Esta natureza material, que é uma de Minhas energias, funciona sob Minha direção, ó filho de Kunti, e produz todos os seres móveis e inertes. Obedecendo-lhe ao comando, esta manifestação é criada e aniquilada repetidas vezes". (Bg. 9.10)

A natureza é apenas uma força, por trás da qual encontra-se uma usina de força e um cérebro, assim como por trás da força elétrica existe uma usina hidrelétrica, onde tudo é conduzido pelo cérebro do engenheiro residente. A natureza material funciona com muita perfeição e não cegamente, por causa da supervisão do Deus supremo e poderoso. Confirma-se o mesmo nos hinos védicos (Atharva Veda). É apenas sob a supervisão de Deus que todas as leis materiais funcionam.

O Senhor distribui Sua misericórdia sob a forma de chuvas sobre a terra abrasada em momentos de extrema necessidade. Fornece chuva quando nos encontramos praticamente à beira da morte por falta de água. Deus é sem sombra de dúvida misericordioso, mas Ele nos concede Sua misericórdia quando mais precisamos dela. Isto é assim porque nos esquecemos de Deus tão logo obtemos esta misericórdia. Devemos, por conseguinte, lembrar-nos da misericórdia do Senhor constantemente caso desejemos evitar a aflição. Estamos eternamente relacionados com Ele, não obstante o estado de esquecimento acima descrito. Segundo confirma o Bhagavad-gita, as leis da natureza são rígidas porque são conduzidas por três modos diferentes. Mas aquele que se rende ao Senhor supera a rigidez da natureza com facilidade.

daivi hy esa gunamayi
mama maya duratyaya
mam eva ye prapadyante
mayam etam taranti te


"Esta Minha energia divina, que consiste nos três modos da natureza material, é difícil de ser sobrepujada. Mas aqueles que se renderam a Mim podem facilmente atravessá-la". (Bg. 7. 14)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Balanço De Janeiro

Não apenas um novo mês, mas um novo ano começou. Em janeiro rolaram alguns dias chuvosos, alguns dias nublados, mas a grande maioria deles de muito calor. Um desses dias de muito calor foi no dia 6, com show de Nando Reis na "Varanda Vivo Rio". Não havia programa mais adequado para aquela noite de quarta-feira, afinal, dia 6 é dia de Reis. E, de fato, foi um grande show. Apesar do atraso de mais de uma hora pro início (coisa lamentável e de certa forma desrespeitosa para com o público) e do calor naquele ambiente muito mal ventilado (de toda forma um desrespeito para com o público e os artistas), a habilidade de Nando como músico fizeram esses episódios valerem a pena.


O show ainda vai começar, mas o suor já marca presença...

Naquele mesmo dia 6, só que antes do show, fui passear com Gaia e Samadhi no Maracanã. Estava vestindo a camisa do Universidad de Chile (Gaia vestia uma coleira preta e Samadhi uma lilás), quando repentinamente, um sujeito acompanhado de umas outras três ou quatro pessoas aponta na minha direção. Olhei pra trás pra me certificar se era comigo mesmo e só poderia ser: não havia mais ninguém a menos de 20 metros de distância. Vou me aproximando sem saber bem o que sera, e o rapaz tira da mochila uma bandeira... do Universidad de Chile! Era um turista chileno que ficou maravilhado em ver um carioca vestindo a camisa de seu time de coração. Acho maneiras essas coincidências, meses atrás um cara - também torcedor do Universidad - veio me cumprimentar ao me ver com a camisa. Felizmente não eram torcedores do Colo-Colo, né?

Na semana seguinte, fiz com mamãe e irmã uma viagem maravilhosa pra Itapecerica da Serra, comemorando o Vyasa Puja de Srila Gurudeva, pela primeira vez no Brasil. Foi uma viagem de muito aprendizado e muitas bênçãos, onde tive a oportunidade de ser iniciado formalmente na filosofia Hare Krishna. Lá encontrei alguns amigos que não via há bastante tempo e pude aprender um pouco mais sobre as escrituras sagradas hindus, que datam de mais de cinco mil anos.


Depois da experiência de dividir quarto com 11 pessoas (das quais sete hablando español) pude ver como minha casa é um ambiente altamente sossegado. "Balarama, vá limpar los dientes!", "Tonto!", eram algumas das frases que podiam ser ouvidas nos mais variados horários. É... talvez fosse eu o único indivíduo nesse planeta munido de despertadores em idioma estrangeiro e que acorda o sujeito sem ele configurar o alarme. Mas tranqüilo, no final das contas até isso acabou sendo algo interessante e virou "história pra contar".

Mais pro final do mês - mais precisamente dia 29, aniversário de papai - fui conhecer a estátua do Cristo Redentor. Pois é... antes tarde do que mais tarde.

Família nas alturas e com as bênçãos do Cristo.

Viram só? Consegui fazer um balanço do mês sem usar as palavras "futebol" e nem "Botafogo". Como diria o Quico: "que coisa, não?"

Abraços e um Feliz Ano Novo!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Luz Do Bhagavata - Verso 2

O calor escaldante do sol evapora a água dos mares, rios, lagos e reservatórios, reduzindo a quantidade de água em toda a parte. As pessoas, sedentas, não param de olhar para cima esperando chuva, mas em desespero. Todavia, justamente no momento certo, começam a cair torrentes de chuva por sobre toda a terra, mesmo sobre as pedras duras, e a terra fica inundada.

O Estado impõe a seus cidadãos impostos onerosos sob várias formas - imposto de renda, imposto sobre circulação de mercadorias, imposto territorial, taxa rodoviária, imposto sobre produção, impostos sobre importação e tantos outros impostos. Mas, no momento oportuno, quando os impostos se acumulam em uma grande soma de dinheiro, eles são utilizados para o bem-estar dos cidadãos de diferentes maneiras. Todavia, às vezes acontece de os benefícios dos impostos caírem como chuvas sobre governantes de coração de pedra, os quais são incapazes de utilizar o dinheiro apropriadamente e esbanjam-no para o gozo dos sentidos.

O homem comum supõe que a distribuição desigual de chuva representa a vingança da natureza contra nossos atos pecaminosos. Isto não deixa de ser verdade. Logo, para que haja uma distribuição eqüitativa dos impostos arrecadados pelo Estado, os cidadãos devem ser escrupulosamente honestos e virtuosos. Devem ser honestos no pagamento dos impostos ao Estado e devem ter representantes honestos para fiscalizar a administração. No sistema moderno de Estados democráticos não há razão para que os cidadãos se lamentem, pois toda a administração é conduzida pelo próprio povo. Se o próprio povo é desonesto, a máquina administrativa será fatalmente corrupta. Mesmo que se dê um nome requintado a um detestável governo do povo, se as pessoas não forem boas, não poderão ter um bom governo, qualquer que seja o partido incumbido da administração. Portanto, o bom caráter na consciência da massa popular é o primeiro princípio necessário para haver um bom governo e uma distribuição eqüitativa da riqueza.

Nos dias de outrora, os reis aprendiam filosofia política com preceptores ideais, e os cidadãos, de aldeia em aldeia, aprendiam os princípios da auto-realização de acordo com os códigos védicos, visando a elevação tanto material quanto espiritual da sociedade. Por conseguinte, os cidadãos eram conscientes de Deus e honestos em seus negócios, e os reis eram responsáveis pelo bem-estar do Estado. Os mesmos princípios básicos são aceitos nos governos democráticos de hoje, pois um irresponsável partido do povo é sempre derrotado nas eleições para dar lugar a um partido responsável, na busca de um governo melhor. Na administração cósmica, só existe um partido, o qual é formado dos servos de Deus, e as responsáveis deidades dos diversos planetas mantêm as leis cósmicas segundo as ordens do Senhor Supremo. Contudo, as pessoas sofrem em virtude de sua própria tolice.

E que tolice é essa? Diz o Bhagavad-gita que todos devem executar yajñas, ou sacrifícios para a satisfação do Supremo.

annad bhavanti bhutani
parjanyad anna-sambhavah
yajñad bhavati parjanyo
yajñah karma-samudbhavah

"Todos os corpos vivos subsistem de grãos alimentícios, que são produzidos das chuvas. As chuvas são produzidas pela execução de yajña [sacrifício], e yajña nasce dos deveres prescritos". (Bg. 3.14)

O Supremo é onipenetrante. Portanto, as pessoas devem aprender a executar yajñas para satisfazer a onipenetrante Verdade Suprema. Diferentes yajñas são prescritos para diferentes eras, e na era atual da indústria do ferro recomenda-se o yajña que esclarece a mente das massas quanto à consciência de Deus. Este processo de yajña chama-se sankirtana-yajña, ou congregação popular para invocar a consciência espiritual que o homem perdeu. Assim que adotarem este movimento através do canto, dança e banquete espirituais, as pessoas automaticamente se tornarão obedientes e honestas.

Obediência é a primeira lei disciplinadora. Ninguém obedece às leis de Deus, e por isso nem a chuva nem a riqueza são distribuídas eqüitativamente. Um homem desobediente carece de qualquer boa qualificação. Quando líderes desobedientes encabeçam o povo desobediente, toda a atmosfera da administração fica poluída e cheia de perigos, assim como quando um cego guia diversos outros cegos. Os impostos estatais, portanto, devem ser gastos na construção do caráter das pessoas em geral. Isso tornará os cidadãos do Estado felizes.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Luz Do Bhagavata - Verso 1


A chegada de nuvens, acompanhadas de trovão e raios de relâmpago por todo o céu, proporciona um quadro de esperança que produz vida. Coberto por nuvens de um tom azul escuro, o céu parece vestido de artifícios. O trovão e o relâmpago no interior das nuvens são sinais de esperança de um novo modo de vida.

O céu sereno, que se expande ilimitadamente, é comparado à Verdade Absoluta. As entidades vivas são verdades manifestas em relação com os modos da natureza material. A nuvem de tom azul escuro cobre apenas uma porção insignificante do céu ilimitado, e esta cobertura fracionária é comparada à qualidade da ignorância, ou seja, o esquecimento da verdadeira natureza do ser vivo. A entidade viva é pura como o céu ilimitado. Contudo, ela deixa-se cobrir pela nuvem do esquecimento em função de sua tendência de desfrutar do mundo material. Devido a esta qualidade, chamada tamas (ignorância), ela se considera diferente do Todo Absoluto e esquece sua pureza, a qual é semelhante àquela do céu claro. Este esquecimento desencadeia o isolamento no falso ego. Assim sendo, as entidades vivas esquecidas, individual e coletivamente, emitem sons parecidos com trovões: "Eu sou isto", "Isso é nosso" ou "Isso é meu". Este temperamento de falsa autonomia chama-se qualidade de rajas, e propicia o surgimento de uma força criadora mediante a qual o ser vivo procura dominar sozinho o modo de tamas. A luz do relâmpago é o único raio de esperança capaz de conduzir alguém ao caminho do conhecimento, e portanto ela é comparada ao modo de sattva, ou bondade.

O céu ilimitado, ou a onipenetrante Verdade Absoluta (Brahman), não é diferente da porção coberta do céu, mas, ao mesmo tempo, o céu inteiro é diferente da porção fracionária que está sujeita a ficar coberta pela nuvem escura. Não é possível que a nuvem, acompanhada do trovão e do relâmpago, cubra o céu ilimitado. Conseqüentemente, a Verdade Absoluta, que é comparada a todo o céu, é simultaneamente igual ao ser vivo manifesto e diferente dele. Como o ser vivo é apenas uma amostra da Verdade Absoluta, ele está propenso a ficar coberto pela nuvem circunstancial da ignorância.

Existem dois grupos de filósofos, geralmente conhecidos pelo nome de monistas e dualistas. O monista acredita na unidade da Verdade Absoluta e da entidade viva, mas o dualista acredita na identidade separada do ser vivo e da Verdade Absoluta. Acima destas duas classes de filósofos está a filosofia de acintya-bhedabheda tattva, ou a verdade da igualdade e diferença simultâneas. Esta filosofia foi proposta pelo Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu em Sua explicação dos Vedanta-sutras. O Vedanta, sendo o veículo das interpretações filosóficas, não pode ser propriedade absoluta de nenhuma classe especial de filósofos. Um buscador sincero da Verdade Absoluta costuma denominar-se vedantista. Veda significa "conhecimento". Qualquer departamento de conhecimento faz parte do conhecimento védico, e significa a conclusão final de todos os ramos de conhecimento. Como a filosofia é considerada a ciência de todas as ciências, o Vedanta é a filosofia última de todas as especulações filosóficas.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Luz Do Bhagavata

Proponho-me a, aos poucos, colocar aqui passagens ou mesmo versos inteiros do livro que deu o título a esta postagem. De autoria de Swami Prabhupada, essa obra veio parar em minhas mãos quando estava num ônibus em Salvador, em outubro de 2008, e um indivíduo entregou-me sem pronunciar uma única palavra. Fui até ele perguntar quanto queria pela obra, e ele respondeu - apenas gestualmente - que não era necessário nada. A partir daquele momento fui me familiarizando com a filosofia Hare Krishna, e hoje aumenta minha gratidão não apenas pelo sujeito gentil em me brindar com os conhecimentos de Prabhupada, mas também por ter pego exatamente aquele ônibus e não o anterior ou o seguinte.

Prefácio

Oferecemos nossas respeitosas reverências aos pés de lótus de Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, o Fundador-acarya da Sociedade Internacional da Consciência de Krishna, que transmitiu a luz do Bhagavata para o mundo todo. É com satisfação que apresentamos para o prazer dele a publicação de sua obra sublime, "Luz do Bhagavata".

De todos os escritos de Sua Divina Graça, talvez seja esta a obra mais singular. Foi escrita em Vrndavana, em 1961, em resposta a um convite para participar de uma conferência mundial, no Congresso em prol do Cultivo do Espírito Humano, realizado no Japão. Como a maioria dos participantes da conferência era do Oriente, Srila Prabhupada refletiu profundamente em qual seria a melhor e mais adequada maneira de apresentar os intemporais ensinamentos do Srimad-Bhagavatam ao povo oriental. O Bhagavatam original foi escrito há cinco mil anos como um livro imenso, composto de dezoito mil versos. Os participantes da conferência não disporiam de tempo para ouvi-lo todo. Por conseguinte, Srila Prabhupada escolheu, para sua apresentação, o vigésimo capítulo do Décimo Canto do Srimad-Bhagavatam.

Este capítulo descreve a estação do outono em Vrndavana, o local onde apareceu o Senhor Krsna.

Srila Prabhupada sabia que o povo oriental gosta muito de ouvir descrições da natureza e que o período da estação outonal é-lhes especialmente auspicioso. Apresentar filosofia espiritual citando exemplos da natureza seria melhor para a compreensão deles. Para cada fenômeno sazonal, poder-se-ia dar um ensinamento correspondente. Por exemplo: a noite escura e nublada da estação chuvosa do outono, quando as estrelas não são vistas, compara-se à atual civilização materialista e ateísta, na qual as estrelas refulgentes da sabedoria do Bhagavata (os devotos e as escrituras) ficam temporariamente obscurecidas. Ao todo, Srila Prabhupada compôs quarenta e oito comentários vinculados aos versos do capítulo.

O plano de Srila Prabhupada era que os organizadores da conferência encontrassem um artista oriental qualificado para ilustrar cada verso, e ele também deixou escritas as orientações a partir das quais o artista poderia esquematizar cada pintura. Tinha esperança de que as pinturas com as explicações que as acompanhariam comporiam uma impressionante exposição visual para os visitantes da conferência. Ele desejava que, se possível, também se publicasse um livro contendo as ilustrações e os textos.

Devido a circunstâncias desafortunadas, Srila Prabhupada não pôde participar da conferência e todo o projeto de "Luz do Bhagavata" foi protelado. De fato, até a época do desaparecimento de Srila Prabhupada ainda não se publicara "Luz do Bhagavata", e as ilustrações ainda não haviam sido pintadas.

A tarefa de concluir este grande projeto foi, portanto, delegada à Bhaktivedanta Book Trust, a editora responsável pela publicação de toda a obra de Srila Prabhupada. Especificamente, a obra foi confiada à filial de Hong Kong da Bhaktivedanta Book Trust, visto que Srila Prabhupada objetivara compor o livro especialmente para o povo oriental. Depois de muita procura, tivemos a boa fortuna de contar com a ajuda da renomada artista Madame Li Yun Sheng, cujo amadurecido talento criativo e sensível habilidade no pincel podiam deveras complementar as belas descrições que Prabhupada fizera da estação do outono. Assim, a tão refulgente luz do Bhagavata pôde enfim brilhar para o mundo.

Capa e contra-capa de "Luz do Bhagavata". Acabei de tirar as fotos (;

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Balanço Do Mês - Novembro

Lá vamos nós rumo a mais um Natal, a mais um reveiom. Dezembro é aquele mêszinho que já começa cheirando a ano novo, mas a real é que ainda tem algumas coisas de 2009 pendentes o bastante para me fazer pensar em 2010. Uma delas - talvez a principal - é a tentativa do Botafogo em escapar do rebaixamento para a Série B. No próximo domingo teremos um jogo fundamental, que valerá o calendário de uma temporada inteira.

Alguns dos fatos de novembro então.

Entre a sexta 6 e o domingo 8 tive um final-de-semana perfeito. Sexta-feira uma praiazinha bacana, como há muito tempo não curtia. Sábado o melhor show que assisti de corpo presente: Skank no Canecão. É musicão atrás de musicão, consegui sair de lá mais fã do grupo do que já era anteriormente. No domingo, pra coroar o final-de-semana, saboreei no Engenhão uma vitória alvinegra por 2a0 sobre o Coritiba.

Skank dando show no Canecão e botafoguenses fazendo a festa no Engenhão.

No domingo seguinte, fui pelo terceiro ano consecutivo ao Ratha Yatra, evento internacional que procura disseminar ao máximo a Consciência de Krishna. Sempre muito legal a vibração dos devotos e simpatizantes, que emanam uma energia altamente positiva por onde passam. HARE KRSNA HARE KRSNA KRSNA KRSNA HARE HARE HARE RAMA HARE RAMA RAMA RAMA HARE HARE.

Performance representando as aventuras do Senhor Krishna. O cenário é mero detalhe.

Passa-se mais um domingo e lá vamos nós rumo ao estádio Olímpico João Havelange. Jogo: Botafogo e São Paulo. Situação: nós entramos em campo precisando da vitória para nos garantir fora da zona de rebaixamento; eles entraram em campo precisando da vitória para se garantir na liderança da competição. O que aconteceu? Botafogo fez 1a0 com um golaço de Jóbson no 1º tempo. Nos instantes finais da 1ª etapa, o SPFC empatou com Washington. No segundo tempo, viraram a partida com gol de Jorge Wagner. Minutos depois, buscamos o empate em gol de Renato. A partida foi tendo contornos dramáticos, com uma expulsão para cada lado. Até que, aos 42 minutos, Jóbson virou o jogo com mais um belo gol. Daí até o apito final tivemos mais 2 alvinegros expulsos (Jóbson, porque é muito feio fazer 2 gols no São Paulo, e Rodrigo Dantas). Partida sensacional, que pode ser fielmente retratada com o seguinte vídeo: Botafogo 3a2 SPFC, Setor Leste Superior, Logo Após O Apito Final (22.11.2009).

Ontem um camarada criou um blógui para tratar de notícias relacionadas ao Botafogo de Futebol e Regatas, e cá estou na tentativa de ajudá-lo nessa empreitada. Vamos ver no que vai dar, espero que na próxima postagem estejamos vibrando com a vitória que conquistaremos na última rodada. Ah! O blógui seria o Botafogo Imenso Prazer. Visite quando quiser, ajude como puder.

Abraços.