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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Que A Paz Seja O Meio Em Qualquer Ambiente

Lá se vai mais de um ano sem postar nada nesse blógui, recorde absoluto desde o momento em que foi criado. Não que o blogueiro se orgulhe disso, mas depois de passado algum tempo sem atualizações, veio o pensamento de que algo especial deveria marcar o retorno às atividades por aqui. Daí foi escolhida a data de hoje: cinco de junho. Neste dia celebra-se pelo mundo o Dia Do Meio (ou Dia Do Ambiente, ou, sendo redundante, Dia Do Meio Ambiente). Foi nessa data, só que no ano passado, que tomei posse como analista ambiental no Ministério do Meio Ambiente. Uma felicíssima coincidência essa questão da data, só que também uma mudança significativa no meu dia-a-dia, pois pela primeira vez passei a morar fora do Rio de Janeiro e longe da família. A adaptação à Brasília, apesar de secas climáticas e ausência de praia, foi tranqüila. Difícil mesmo é estar longe das pessoas que amamos. Quer dizer, uma distância meramente geográfica, pois onde há reciprocidade no amor, a proximidade é automática.

Recordando o 05.06.2013, lembro da aventura que foi tomar a posse no MMA. O vôo naquela manhã de quarta-feira, marcado para às 6h e com previsão de chegada por volta das 8h, teve um atraso inesperado e cheguei a comprar uma nova passagem numa outra companhia apenas para tentar garantir a chegada em Brasília em tempo hábil de efetuar os procedimentos para assumir o cargo. Entre idas e vindas, me vi correndo pelo aeroporto segurando o cinto numa mão e a calça na outra, parecendo qualquer coisa - exceto um cidadão dito civilizado. Também pudera: às 10h38 o painel informou que o avião sairia às 10h45, quando instantes antes a previsão era de um atraso de pelo menos duas horas (o aeroporto encontrava-se fechado devido às condições meteorológicas). Tão logo vi a informação do "última chamada", corri atrás de mamãe e lá fomos nós, literalmente correr contra o tempo para sair de lá voando. No final das contas, deu pra fazer tudo e ainda tive a felicidade de mamãe escolher um apê na capital federal que caiu como uma luva em todos os sentidos, local de onde digito essa postagem nesse presente momento.

Um ano que se passa. Olhando para o passado mais recente, a noite de ontem foi fantástica: tive a oportunidade de assistir a palestra de lançamento do livro Por Que Amamos Cães, Comemos Porcos E Vestimos Vacas, de Melanie Joy, que pisou pelo primeira vez no Brasil nesse 04.06.2014. Fascinante a maneira que a estadunidense conduziu a palestra, tenho convicção que foram lançadas sementes de germinação instantânea naquele auditório lotado de jovens, em pleno Instituto de Biologia na Universidade de Brasília. Uma noite que teve ainda degustação vegetariana pós-palestra. E que só não foi perfeita porque meus amores encontram-se a mais de mil quilômetros de distância - geográfica, pois os corações estão constantemente conectados.

Então é isso... Se puder deixar uma mensagem nesse Dia Do Meio (Ambiente), diria o seguinte: tudo o que você resolver fazer pelo ambiente, faça não pensando nele, mas pensando naqueles que vivem nele. Todas as formas de vida merecem respeito, e respeitar o meio é respeitar as formas de vida. Se o ambiente tivesse a capacidade de sentir dor e sofrer, eu diria que o fim é zelar pelo meio. Só que a capacidade de sentir dor e sofrer é experienciada por animais - humanos e não humanos. Portanto, empenhemo-nos em poupá-los de qualquer dor e sofrimento. Uma dessas maneiras é cuidando do ambiente. Cuidado que perderia o sentido se estivesse desconectado dos sujeitos que merecem esse cuidado: os seres sencientes. Não os coma. Não os vista. Não os use. Liberte-os. Assim, estaremos construindo um ambiente de paz e justiça, com princípio, meio e final feliz.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Para Onde - E Com Quem - Caminha O Movimento Ecológico?

De Sérgio Cabral Filho nenhuma conduta me surpreende mais. Nesses seis anos de governo estadual fluminense já foram expostos exemplos suficientes de quem se trata e para quem governa. É a antítese da democracia, a caricatura da ditadura a serviço do capital. Enoja a tal ponto que eu penso o que penso a respeito dos royalties.

Não bastasse tudo o que vem acontecendo com relação ao funcionalismo público, os direitos humanos, a onda privatizatória no melhor estilo entreguista - pra tucano nenhum botar defeito -, a novidade do momento (até que surja outra, até porque o tempo corre e os especuladores não querem esperar) é com relação ao EIA/RIMA. Um absurdo sem tamanho, talvez sem precedente no país (leia a notícia publicada no Jornal do Brasil).

Por coincidência ou não, fato é que venho nas últimas semanas estudando a legislação ambiental brasileira, incluindo aí o mecanismo do estudo prévio de impacto ambiental e o relatório de impacto sobre o meio ambiente - instrumento para minimizar a degradação proveniente de atividades potencial ou efetivamente poluidoras. Cabral quer "liberar geral".

Mas Cabral, tal como mencionei anteriormente, não me surpreende mais. Nesses seis anos de governo estadual fluminense já foram expostos exemplos suficientes de quem se trata e para quem governa. O que me causa maior espanto - atravessando para a fronteira da decepção - é ver que o senhor secretário do ambiente do estado do Rio de Janeiro, Carlos Minc Baumfeld, caminha na mesma direção anti-ecológica.

Caro Carlos Minc, o que estás fazendo com a sua história de vida? Você, mais do que muitos, sabe o que representa esse Projeto de Lei esdrúxulo proposto pelo governador. Foste ministro do Meio Ambiente, sabes o quão fundamental é o cumprimento do artigo 225 da Constituição Federal. Não apenas por uma questão do Estado Democrático de Direito, mas sobretudo pelo zelo da integridade ambiental, que é o zelo pela qualidade de vida - vegetal e animal, humana e não-humana.

Em minha monografia, citei uma obra de sua autoria. Hoje vejo-o afrontar os princípios mais básicos da ecologia. Peço-o que não cometa essa traição. Não há dinheiro nenhum que possa recuperar um suicídio ideológico. Aliás, o nome da obra é "Como Fazer Movimento Ecológico", de 1985, ano em que nasci. Acho que naquela época você ainda não conhecia Sérgio Cabral Filho.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Hora E A Vez Do Planeta

De acordo com a teoria mais respeitada no âmbito geomorfológico, o planeta no qual vivemos existe há pelo menos 4 bilhões de anos. Mas não quero me alongar nessas questões de ordens geográficas, apesar da minha particular empolgação com a temática. O objetivo do presente texto é abordar um evento promovido pela WWF, que denomina-se "Hora do Planeta".

Em 2010, um total de 105 nações, 4.211 cidades e 56 capitais nacionais aderiram à campanha. Muitos poderão dizer que desligar os interruptores por 60 minutos está longe de resolver a atual problemática ambiental. E aqueles que disserem isso estarão cobertos de razão. Porém, é exatamente do conjunto de atitudes como essa que a esperança num futuro ecologicamente correto se renova.

O termo "pegada ecológica" (que refere-se às demandas materiais e energéticas de um indivíduo ou uma população) aparece para tentar quantificar o quanto um estilo de vida exacerbadamente capitalista é degradante para a natureza e também para a sociedade. A integração harmoniosa da vida social, econômica e cultural é levada à prática através das "ecovilas". Mas, se você que está lendo essas presentes linhas (ainda) não se imagina numa ecovila, tem outras opções de buscar a sustentabilidade: quando for às compras, informe-se da cadeia produtiva que levou aquele bem material para a prateleira do mercado. Isso chama-se consumo consciente.

Então, um passo de cada vez e mãos à obra! Nesse sábado, 26.03.2011, das 20:30h às 21:30h, dê a sua contribuição para a "Hora do Planeta"!

E (re)pense as suas atitudes. A causa que clama por mudanças de comportamento é nobre e necessária demais para ser desprezada em favor de confortos e comodidades.

Saudações ambientalistas.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Dia Mundial Sem Carro

Saudações, você que aí está.

Hoje "comemora-se" o Dia Mundial Sem Carro. Habitantes de mais de 1000 cidades pelo mundo deixarão veículos automotores devidamente estacionados acreditando, dessa forma, estarem contribuindo para um trânsito menos caótico e para uma melhoria na qualidade de vida, haja visto o grande potencial poluidor vinculado a esses canos de descarga.

É evidente que em ambos os casos haverá, de fato, uma melhora. Os trânsitos melhorarão, pois parece mais viável termos 20 passageiros num transporte coletivo do que, digamos, 10 carros enfileirados, cada qual com um motorista e um carona. No que tange a qualidade de vida podemos ver impactos positivos numa redução na emissão de poluentes, redução na intensidade do tráfego (diretamente proporcional a redução de estresse nas vias de circulação) e, se promovermos o incentivo ao uso de bicicletas, uma melhoria substancial devido ao fato de que o ciclista move o seu veículo exercitando-se, ao contrário do motorista, que se desloca aos custos de emissões de gases poluentes geradas por motores altamente desperdiçadores de energia.

Mas, cabe colocar algo relevante no que tange à poluição atmosférica. Dados da ONU comprovam que o setor de transportes é atualmente o segundo maior poluidor do mundo. Ué, quem seria então o grande vilão do aquecimento global? Resposta: a pecuária!

É isso aí, prezado ciclista potencial. Se queres contribuir ecologicamente pelo ato de pedalar, estarás ajudando muito mais caso elimines do seu dia-a-dia os produtos pecuaristas. Isto é, é ecologicamente mais eficiente um vegetariano andando de carro do que um onívoro montado numa bicicleta. Mas não! Não desanimes de pedalar por aí! Contribua espetacularmente e seja um ciclista vegetariano. Se Gaia falasse português, diria um "obrigado".