terça-feira, 6 de setembro de 2011

Um Dia Atípico (Se Deus Quiser)

Não vou chegar a dizer que "não deveria ter saído de casa", mas certamente a tarde de hoje esteve entre as menos proveitosas desse blogueiro. Até porque deve ser raro para qualquer um - tomara que seja! - que aconteçam imprevistos desagradáveis por três vezes num período de duas horas.

Visando assistir o jogo de amanhã entre Botafogo e Ceará no estádio Engenhão, tratei de ir comprar ingresso antecipadamente (tudo indica que estará uma loucura comprar no dia da partida, dada a grande procura da torcida botafoguense para o jogo nesse feriado nacional). Saí de casa por volta das 14:30h, peguei a bicicleta, calibrei os pneus e parti em disparada, digo, direção a um posto de venda situado não muito longe de onde moro. Amarrei o estimado meio de transporte não-poluente com a corrente num pedaço de metal localizado na calçada e me direcionei ao estabelecimento comercial onde haviam os ditos ingressos. 1º imprevisto desagradável: acabaram os papéis para impressão dos bilhetes, gerando uma fila de dezenas de pessoas à espera de uma solução.

Passados alguns minutos - o tempo passou relativamente depressa naquele momento em que conversava sobre futebol com alguns dos indivíduos que compartilhavam a espera na fila - fui verificar como estava a bicicleta (mais por curiosidade do que qualquer outra coisa). 2º imprevisto desagradável: o veículo não-motorizado de duas rodas não estava mais lá.

Desci as escadas em velocidade maior do que havia subido e fiquei indignado ao detectar que aquele cenário diante de mim configurava um furto: a bicicleta sumiu e o cadeado estava ali, no chão da calçada, arrombado. Conversei com duas pessoas que estavam ali perto (bota perto nisso, uma delas estava praticamente encostada no local onde estacionei a bicicleta e a outra estava a uns três metros de distância). Ninguém viu nada.

Com o cadeado arrombado em punho, com o coração batendo num ritmo diferente de outrora, com um astral longe daqueles onde me reconheço nos meus melhores momentos e sabe Deus com mais o que, fui caminhando até o outro posto de venda que havia por aquela região. Uma caminhada onde qualquer bicicleta prateada que passasse pelo meu campo de visão me levava a lembrar daquela que tantas vezes andei e que agora estava em posse de alguém em conflito com a lei. Uma caminhada amenizada (ou intensificada, já não sei de mais nada) pela trilha sonora que passava pelos fones de ouvido (de momento lembro que uma das músicas era Boulevard Of Broken Dreams). Cheguei na localidade e... fila. Não, não vou considerar essa nova fila como a 3ª desagradável surpresa. Esta estava por vir alguns minutos depois. Devia ser pouco mais de 16h e devia haver no máximo cinco pessoas na minha frente quando uma funcionária no estabelecimento anunciou: 'estamos sem papel para impressão'. Eis o 3º imprevisto desagradável.

Mas, depois de passar por tudo aquilo, eu não iria sair de lá sem o bendito ingresso. Entre uma conversa e outra, narrei para as pessoas mais próximas geograficamente da minha posição na fila a desagradável experiência de ter a bicicleta furtada minutos atrás, mostrando o cadeado arrombado que ainda carregava em punho. Os minutos avançaram, o cidadão com os papéis para impressão chegou, comprei o ingresso para o setor Oeste Superior (naquela altura os setores Leste Superior e Leste Inferior estavam dados como esgotados) e, finalmente, fui embora dali. No caminho de volta, passei pelo mesmo ponto onde vi a bicicleta pela última vez. Sentimentos mistos, mesclando tristeza com revolta e talvez algum outro destes derivado. Mas vida que segue. Como diz o ditado, "vão-se os anéis, ficam os dedos". Sou grato a Deus por tudo, e tenho plena convicção de que nessa experiência algo aprendi. Espero não ter que passar por outras dessa natureza para seguir evoluindo como pessoa. E que o Botafogo vença o Ceará nessa quarta-feira. E com gol de bicicleta.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Contagem Regressiva Para O Rock In Rio 2011

Chegamos a setembro de dois mil e onze, mês que no dia vinte e três terá a abertura do maior festival de música nesse planeta. São sete dias de shows, num dos eventos mais aguardados do ano. Estou com ingresso para os dias 24.09 (motivação: Red Hot Chili Peppers) e 02.10 (motivação: System Of A Down).

Sou uma pessoa que pode ser considerada tranqüila - pelo menos se usarmos essa massa histérica como parâmetro - e aquela ansiedade louca que costuma anteceder momentos pelos quais estamos aguardando atenciosamente não tomou conta do meu inconsciente. Pelo menos não por enquanto.

Tenho ótimas expectativas para essas duas noites em que estarei na "Cidade do Rock", e hoje ouvi pela primeira (e também pela segunda) vez o mais novo lançamento do Red Hot, que é este álbum denominado I'm With You. A primeira impressão é de aprovação, espero inclusive voltar a este blogue para fazer comentários mais extensos a respeito deste trabalho.

Apesar da grande empolgação em assistir RHCP e SOAD na base do contato visual, estimo que o evento poderia ser ainda melhor. Farão falta bandas como Arctic Monkeys, Foo Fighters, Franz Ferdinand, R.E.M., The Offspring e U2, para só citar essa meia dúzia. Por outro lado, me parecem dispensáveis as escalações de NX Zero, Ivete Sangalo e Shakira, também para citar o mínimo de exemplos. Mas vá lá que seja, vou mirar em Capital Inicial, Snow Patrol, Detonautas, Evanescence e Guns N' Roses para não deixar cair o astral. Mas mirando com moderação, porque sabe-se lá como seria controlar a ansiedade para tudo isso que me espera.

Se você está entre os incontáveis indivíduos que deseja ir ao Rock In Rio 2011 mas não tem posse de ingresso, recomendo que fique atento a essas promoções que estão rolando. A disponiblidade de bilhetes para as pessoas físicas, como nós, foi limitada para que as empresas pudessem lucrar algo mais às custas da aproximação do evento. Uma pena. Aquele tanto de fila poderia ter sido minimizado se fosse adotada uma estratégia mais voltada para o público amante da boa música do que para o marketing empresarial. Coisas assim dificultam que encontremos alguma lógica no slogan "por um mundo melhor". Por ora, essa postagem fica por aqui. Abraços musicalizados.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Luz Do Bhagavata - Verso 15

Entre trovões no céu nublado, aparece um arco-íris sem corda. Seu aparecimento é comparado ao aparecimento da Suprema Personalidade de Deus ou de Seus servos em meio à atmosfera material.

A palavra sânscrita guna significa “qualidade” ou “modo”, como também “cordão” ou “corda”. Quando um arco-íris aparece durante a estação das chuvas, observa-se que ele é como um arco sem guna, ou corda. Da mesma forma, o aparecimento da Personalidade de Deus ou de Seus servos transcendentais não tem nada a ver com os modos qualitativos da natureza material. O aparecimento fenomenal da Transcendência é desprovido das qualidades da natureza material, e assim ele assemelha-se a um arco sem corda.

O transcendental Senhor Supremo possui uma forma eterna dotada de existência, conhecimento e bem-aventurança transcendentais. A energia material funciona a Seu bel-prazer; portanto, Ele nunca é afetado pelos modos da natureza material. Ao aparecer diante de nós, em meio às interações materiais, Ele sempre permanece não afetado, como um arco-íris sem corda.

Mediante Sua energia inconcebível, o Senhor Supremo pode aparecer e desaparecer como um arco-íris, que aparece e desaparece sem ser afetado pelo trovão tonitruante ou pelo céu nublado. O Senhor é eternamente o maior dos maiores e o menor dos menores. Os seres vivos, Suas partes integrantes, são os menores dos menores, e Ele, a Verdade Absoluta, a Suprema Personalidade de Deus, é o maior dos maiores.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Entrando Numa Fria Nas Lojas Ponto Frio

Tudo começou quando, semana passada, pus os pés dentro de uma loja Ponto Frio - mais especificamente a situada no primeiro pavimento do shopping Iguatemi. O objetivo ao adentrar na filial supracitada era dar uma olhada no setor de eletrônicos, pois planejo trocar de notebook e de telefone celular.

Acabou que saí da loja sem comprar nem uma coisa nem outra, até porque, a bem da verdade, não era nada emergencial adquirir qualquer um daqueles produtos (embora o celular que uso atualmente esteja em vias de decomposição).

Sabendo da precariedade do telefone que comigo está há cerca de 4 anos e do meu desejo de adquirir um novo, mamãe retornou àquela mesma loja comigo na última segunda-feira. O preço, 100 reais mais caro que a concorrência, foi reduzido para o mesmo que era cobrado nos outros locais que pesquisamos (R$599 por um Motorola XT300).

Não havia nenhum modelo disponível no estoque, então apelamos para um que estava no mostruário. Após fechado o negócio (parcelado em dez vezes sem juros no cartão de crédito), levamos o aparelho para casa e fomos começar a usá-lo. A falta da película plástica que deveria acompanhar o produto (aliás, pior do que faltar, havia uma película que não era a daquele modelo!), a dificuldade de remover a bateria, a constatação de que o telefone fora usado anteriormente (uma chamada realizada e uma foto armazenada comprovam isso) foram alguns dos motivos que geraram arrependimento pela aquisição. Então, lá fomos nós na quarta-feira para a mesma loja Ponto Frio para trocá-lo.

Você leu bem: trocá-lo. Não tínhamos qualquer intenção de desfazer a compra. Achamos que, com um modelo devidamente lacrado na caixa, não teríamos qualquer transtorno com todos aqueles ítens mencionados no parágrafo anterior. Chegando na loja, coincidentemente (ou não) fomos atendidos pelo mesmo vendedor com quem havíamos comprado o telefone. Pedimos que fosse trocado por um telefone idêntico, só que na cor preta em vez de branca, e ele constatou que não havia qualquer modelo no estoque, somente no mostruário.

Conseguimos supostamente resolver a situação quando ele entrou em contato com a gerente da filial situada no shopping Tijuca, orientando-nos a ir até lá e realizar a troca. Ponto.

Pegamos um ônibus, fomos pra lá, encontramos a tal gerente do estabelecimento comercial mas, para nossa desagradável surpresa, a troca não poderia ser feita pois faltava "um papelzinho", que deveria ser retirado na filial do Iguatemi. Ora, estávamos lá há alguns minutos e não nos foi falado nada sobre papelzinho nenhum, apenas sobre a nota fiscal. A situação era a seguinte: estávamos com o telefone devidamente guardado na caixa, a nota fiscal em mãos, e no local recomendado para fazermos a troca. Mas ela não seria feita por causa de "um papelzinho". Ambas as filiais sabiam da situação e mesmo assim ficamos refém de "um papelzinho"? Isso faz-me pensar sobre para que serve a informática numa hora dessas. Ou onde alguns seres humanos guardam o bom senso ao lidar com o consumidor.

Retornamos ao Iguatemi já decididos a não mais trocar o aparelho, mas a pedir do dinheiro de volta. Adoraria dizer que a história (leia-se saga) terminaria aí. Mas veja como são as coisas: a mesma empresa que faz questão de documentos originais do cliente recusa-se a ofertar algo dessa natureza ao consumidor. Foi-nos dito que o cancelamento "poderá demorar cerca de sete dias úteis". Mas quem garante isso? Quem assina isso? Ninguém! Assinatura, só a do cliente! Definitivamente, a relação empresa-consumidor não é uma via de mão dupla. São dois pesos e duas medidas, de acordo com o interesse da corporação.

Resultado: não pudemos comprar o mesmo telefone na concorrência porque a transação não foi autorizada pelo cartão de crédito, que ainda computara a compra anterior sem cancelá-la. Sigo com o mesmo celular de antes e com algo novo em mente: pensar duas vezes antes de fazer uma compra na Ponto Frio.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Festival De Cinema Francês 2011

A exemplo de 2010, lá fui eu para o Festival de Cinema Francês. Nesse ano de 2011, 22 cidades brasileiras receberam o evento, e fico na torcida para que o festival continue crescendo ano após ano, pois me ficou muito claro que o cinema francês está em grande nível. A seguir, os 7 filmes que assisti (deixando um sabor de "quero mais").

Xeque-Mate
Foi o primeiro e também o melhor filme que assisti nesse festival. Caroline Bottaro conduz o filme com uma suavidade e precisão digna dos grandes diretores, enquanto as atuações irretocáveis de Sandrine Bonnaire e Kevin Kline aliadas a um roteiro bem amarrado também contribuem para que o resultado final seja excelente. Uma história que comove pela simplicidade. Como disse minha mãe: "simplesmente magnífico; magnificamente simples". Para adeptos ou não do jogo de xadrez, o conselho é o mesmo: assista.

Uma Doce Mentira
O maior mérito do filme dirigido por Pierri Salvadori é o de conseguir ser engraçado na maioria de suas empreitadas de fazer humor (o que definitivamente não é nada fácil). A história, porém, segue aos trancos e barrancos, deixando a impressão de que algumas seqüências poderiam simplesmente ser descartadas do filme, não esclarecendo nem acrescentando nada. Se Audrey Tatou atua de forma correta (o que não é nenhuma surpresa), quem acaba roubando a cena - e ela faz isso sem aparecer nem falar muito - é Judith Chemla, hilária como Paulette. Ri muito!

Os Nomes Do Amor
Se levarmos em consideração a temática abordada pelo filme, o fato de se conseguir extrair humor numa história que encara a guerra franco-argelina e o holocausto é digno de aplausos ao diretor Michel Leclerc, feliz na sua ousadia. O destaque fica para a belíssima atriz Sara Fostier, daquelas capazes de transformar um direitista ortodoxo em esquerdista revolucionário sem precisar fazer muito esforço. Fazendo então, aí vira covardia.

Lobo
Um show de imagens. É mais ou menos como pegar o que há de melhor documentado (sem nada dever a NatGeo ou Discovery Channel), transformar em cinema e passar uma mensagem ao público. O trabalho do diretor Nicolas Vanier é tão deslumbrante que o mais sensato a se fazer é tomar nota desse nome e correr atrás do que quer que esse sujeito possa se envolver daqui para frente. Afinal, o que duvidar de alguém que supera um desafio de 50 graus abaixo de zero?

Copacabana
Babou (Isabelle Ruppert) poderia dar nome ao filme. Com uma atuação que encanta pela sutileza, a "despreocupada jovem-senhora" costura fio-a-fio o que no final das contas é o grande tecido denominado "Copacabana". O bairro da zona sul carioca nem precisou aparecer para ficar muito bem representado na alma da protagonista.

Senhorita
Além do Festival de Cinema Francês, o Rio de Janeiro teve o privilégio de sediar também a "Retrospectiva Bonnaire". E a atriz Sandrine Bonnaire (a mesma de "Xeque-Mate") tem novamente grande atuação, encarnando uma senhorita (ou "mademoiselle", se preferir) que por si só já torna o filme agradável, algo reforçado pela leveza do roteiro. Hoje Sandrine está no topo da lista de atrizes/diretoras que tenho vontade de assistir.

Simon Werner Desapareceu
É puro suspense, do primeiro ao último suspiro (talvez esse seja o maior mérito do diretor Fabrice Gobert). A história é contada com idas e vindas, reconstruindo as cenas sob a visão de diferentes personagens, o que torna o filme especial. E talvez essa sensibilidade de ir e voltar no tempo sem tornar a obra entediante - pelo contrário - seja o ponto que diferencie este filme de tantos outros já realizados, escapando daquela manjada ótica "hollywoodiana".

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Luz Do Bhagavata - Verso 14

O relâmpago é instável em sua amizade, deixando de permanecer fiel a qualquer uma das nuvens, embora elas sejam as amigas do mundo inteiro, assim como as mulheres luxuriosas não permanecem estáveis mesmo na companhia de homens que possuem excelentes qualidades.

Durante a estação chuvosa, o relâmpago aparece em um grupo de nuvens e logo passa a outro grupo de nuvens. Esse fenômeno é comparado a uma mulher luxuriosa que não fixa sua mente em apenas um homem. Compara-se a nuvem a uma pessoa qualificada porque ela derrama chuva e dá sustento a muitas pessoas. De igual modo, o homem qualificado dá sustento a muitas criaturas vivas, tais como os membros familiares e diversos trabalhadores no comércio. Infelizmente, toda a sua vida pode ser perturbada por uma esposa que dele se divorcia. Quando o marido se perturba, a família inteira se arruína, as crianças se dispersam, seus negócios vão à falência e tudo é afetado. Recomenda-se, portanto, que a mulher interessada em avançar pacificamente na consciência de Krsna viva com o esposo e que o casal não se separe em nenhuma circunstância. Esposo e esposa devem controlar o desejo sexual e concentrar suas mentes na consciência de Krsna para que a vida deles possa ser bem sucedida. Afinal, neste mundo o homem precisa da mulher e a mulher precisa do homem. Ao se unirem, eles devem viver pacificamente a consciência de Krsna e não devem ser inconstantes como o relâmpago, passando de um grupo de nuvens para outro.

domingo, 24 de abril de 2011

Sathya Sai Baba: O "Até Logo" Do Avatar

Impossível mensurar racionalmente o quanto, mas posso dizer com segurança que devo muito da parte boa da minha personalidade aos ensinamentos desse ser denominado Baghavan Sri Sathya Sai Baba.

Não lembro exatamente quando começou, mas creio ter sido entre os anos de 2006 e 2007. Recém chegado ao vegetarianismo (que, para mim, é uma filosofia de vida), tive a bendita oportunidade de conhecer os preceitos de Sri Sathya Sai Baba e não demorou nada para me identificar com os seus dizeres.

Mais do que as belas palavras proferidas em seus divinos discursos, o que mais me atraía na personalidade de Sathya Sai Baba era o fato de ele praticar toda aquela teoria que ele defendia. Com uma vida apoiada nos princípios Verdade, Retidão, Paz, Amor e Não-Violência, afirmo com todas as letras que Sai Baba foi um dos maiores ícones encarnados nesse planeta nessa virada de século XX para XXI.

Nascido em 23 de novembro de 1926, eis que aos 84 anos de idade esse renomado líder espiritual indiano (para muitos, inclusive pra mim, um avatar cósmico) abandonou o corpo e fez a passagem para a morada eterna. Quando? Em plena Páscoa, nesse 24 de abril de 2011.

Torço fortemente para que seus ensinamentos mantenham-se firmes e tornem-se cada vez mais vigorosos. A humanidade só tem a evoluir mantendo em mente seres como Baba, a quem presto minhas mais humildes, respeitosas e amorosas reverências.

Após as experiências como Shirdi Sai Baba e Sathya Sai Baba, futuramente esta alma luminosa encarnará como Prema Sai Baba. Espero que os habitantes deste planeta estejam mais amadurecidos espiritualmente e possam recebê-lo de uma forma mais adequada.

Para quem acha que ainda não conhece Baghavan Sri Sathya Sai Baba o bastante mas sente no coração um desejo de se familiarizar com a sua obra, recomendo que visitem a "Organização Sri Sathya Sai no Brasil". Na minha conduta, fez toda diferença.

Om Sai Ram.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Luz Do Bhagavata - Verso 13

Na estação chuvosa algumas estradas não são usadas com muita freqüência e ficam cobertas de relva; logo, torna-se muito difícil ver a estrada. Da mesma maneira, nesta era as escrituras transcendentais não são estudadas apropriadamente pelos brahmanas. Cobertas pelos efeitos do tempo, as escrituras ficam praticamente perdidas, e torna-se muito difícil compreendê-las ou seguí-las.

Uma estrada coberta é tal qual um brahmana que não está habituado a estudar e dedicar-se às práticas reformatórias dos preceitos védicos - ele fica coberto pelas relvas da ilusão. Nessa condição, afastado de sua natureza constitucional, esquece sua posição de servo eterno da Suprema Personalidade de Deus. Ao ser desviada pelo excessivo crescimento sazonal das relvas criadas por maya, a pessoa se identifica com as manifestações ilusórias da natureza e sucumbe à ilusão, esquecendo-se de sua vida espiritual.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Coincidência? Sincronia? A Conexão Limp Bizkit-Andrey Arshavin


Eventos que acontecem com alguma semelhança mas sem que ocorra uma relação de causa e conseqüência entres eles. A esse fenômeno damos o nome de "coincidência".

Carl Gustav Jung desenvolveu o conceito de "sincronicidade" para definir acontecimentos que se relacionam não por uma questão causal, mas sim de significado.

Há dois trechos na enciclopédia virtual Wikipédia que acho interessantes e aqui os reproduzo.
A sincronicidade difere da coincidência, pois não implica somente na aleatoriedade das circunstâncias, mas sim num padrão subjacente ou dinâmico que é expresso através de eventos ou relações significativas.

Acredita-se que a sincronicidade é reveladora e necessita de uma compreensão, e essa compreensão poderia surgir espontaneamente, sem nenhum raciocínio lógico. A esse tipo de compreensão instantânea Jung dava o nome de "insight".
Mas por que estou colocando isso por aqui? Na verdade, nem eu sei a razão. Mas sei o que me motivou: agora pouco comecei a ouvir Limp Bizkit (estou ouvindo até o presente momento dessa postagem). Conheço a banda há vários anos, mas não é um hábito meu escutá-la com freqüência, embora até goste de algumas músicas. Outro hábito que não tenho é o de rever lances futebolísticos do passado. Mas, agora pouco (pouco depois de começar a ouvir Limp Bizkit e dar pausa no reprodutor de áudio para assistir o vídeo) resolvi rever os gols de Liverpool e Arsenal numa partida que terminou empatada por 4a4, na temporada 2008-9.

Nesse mês de abril completam-se dois anos do jogaço em Anfield Road, que teve como destaque a participação do russo Andrey Arshavin, autor dos quatro gols do Arsenal.

Então, chegou a hora de mostrar a "coincidência": pausei o Limp Bizkit para assistir o vídeo. Inicio a reprodução do vídeo e ouço... Limp Bizkit! Pausei o vídeo e fui ver se o reprodutor de áudio estava em execução. Não estava. Era o vídeo mesmo! Ou seja, o camarada que editou o vídeo com os gols da partida escolheu, assim "por acaso", a música "My Way" como trilha sonora.

Eu disse "My Way"? Foi essa música a primeira que ouvi da banda.

Em tempo, eis o vídeo em questão.


Sábado tem Arsenal e Liverpool, em Londres. Ao que tudo indica, Andrey Arshavin estará em campo. Será que a boa é eu acompanhar o jogo ouvindo Limp Bizkit? De repente "dá sorte"...

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Hora E A Vez Do Planeta

De acordo com a teoria mais respeitada no âmbito geomorfológico, o planeta no qual vivemos existe há pelo menos 4 bilhões de anos. Mas não quero me alongar nessas questões de ordens geográficas, apesar da minha particular empolgação com a temática. O objetivo do presente texto é abordar um evento promovido pela WWF, que denomina-se "Hora do Planeta".

Em 2010, um total de 105 nações, 4.211 cidades e 56 capitais nacionais aderiram à campanha. Muitos poderão dizer que desligar os interruptores por 60 minutos está longe de resolver a atual problemática ambiental. E aqueles que disserem isso estarão cobertos de razão. Porém, é exatamente do conjunto de atitudes como essa que a esperança num futuro ecologicamente correto se renova.

O termo "pegada ecológica" (que refere-se às demandas materiais e energéticas de um indivíduo ou uma população) aparece para tentar quantificar o quanto um estilo de vida exacerbadamente capitalista é degradante para a natureza e também para a sociedade. A integração harmoniosa da vida social, econômica e cultural é levada à prática através das "ecovilas". Mas, se você que está lendo essas presentes linhas (ainda) não se imagina numa ecovila, tem outras opções de buscar a sustentabilidade: quando for às compras, informe-se da cadeia produtiva que levou aquele bem material para a prateleira do mercado. Isso chama-se consumo consciente.

Então, um passo de cada vez e mãos à obra! Nesse sábado, 26.03.2011, das 20:30h às 21:30h, dê a sua contribuição para a "Hora do Planeta"!

E (re)pense as suas atitudes. A causa que clama por mudanças de comportamento é nobre e necessária demais para ser desprezada em favor de confortos e comodidades.

Saudações ambientalistas.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Antes Da Apuração, A Minha Opinião

Está chegando o momento de apurarem as notas dos jurados nos desfiles do Grupo Especial do carnaval no Rio de Janeiro. Assisti os desfiles da primeira noite no setor 13 da Sapucaí e os da segunda noite na transmissão (horrorosa) da Globo. Então, cá estou para fazer um breve julgamento e selecionar as melhores escolas na minha percepção.

Vamos ao "top 3" em cada categoria.

Escola: Unidos da Tijuca | União da Ilha | Beija-Flor
Comissão de frente: Unidos da Tijuca | Imperatriz | Beija-Flor
Mestre-sala e porta-bandeira: Porto da Pedra | Unidos da Tijuca | Salgueiro
Bateria: Mangueira | Imperatriz | Salgueiro
Samba-Enredo: Mangueira | União da Ilha | Mocidade
Intérprete: Ito Melodia | Neguinho da Beija-Flor | Luizinho Andanças
Ala das Baianas: União da Ilha | Salgueiro | Mocidade
Fantasias: União da Ilha | Unidos da Tijuca | Vila Isabel
Alegorias e adereços: Unidos da Tijuca | União da Ilha | Salgueiro

Classificação (sem dar notas, mas basicamente pelo gosto de assistir o desfile)

Unidos da Tijuca
União da Ilha
Beija-Flor
Imperatriz
Vila Isabel
Salgueiro
Mangueira
Mocidade
Porto da Pedra
Grande Rio
São Clemente
Portela

Pitaco: Unidos da Tijuca e Beija-Flor disputarão o título (se a Ilha concorresse, também estaria na disputa); Vila Isabel se junta às duas e também desfila no sábado das campeãs (as outras 3 devem ficar entre Imperatriz, Mangueira, Mocidade e Salgueiro).

Que os jurados tenham juízo!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Análise Dos Sambas-Enredo Do Carnaval 2011 - Grupo Especial, Rio De Janeiro

Aproximam-se os tão aguardados (pelo menos por mim) dias dos defiles das escolas de samba do grupo Especial no carnaval do Rio de Janeiro. Estou sem internet em casa, mas consegui fazer essa postagem, e espero que gostem. Pude acompanhar alguns dos ensaios técnicos e adoraria anexar vídeos, mas o fato de estar sem internet em casa acabou pesando e não pude fazê-lo. De toda forma, aí vai o tópico.

Abraços e ótimo carnaval para todos.

Escola: Unidos da Tijuca
Enredo: “Esta noite levarei sua alma”
Trecho: Sou do Borel da gente guerreira / A pura cadência levanta poeira
Análise: Um samba bacana de se cantar, com algumas rimas interessantes. Mas fica a impressão de que falta algo, talvez um pouco de "suingue". De toda forma, tem tudo para funcionar na avenida e, com a garra de Bruno Ribas e a competência de Mestre Casagrande, ajudar a escola do Borel na disputa pelo bicampeonato. Afinal, jamais devemos duvidar de qualquer coisa que esteja sob os cuidados do genial Paulo Barros.

Escola: Grande Rio
Enredo: “Y-JURERÊ MIRIM – A Encantadora Ilha das Bruxas (Um conto de Cascaes)”
Trecho: Eu também sou carijó / É bendito o meu lugar / Rezei forte... Nesse chão / Sai pra lá assombração / Já peguei meu patuá
Análise: Um dos melhores sambas do ano. Não é de hoje que considero Wantuir o maior intérprete do carnaval carioca, e a cada ano que passa parece que ele consegue evoluir ainda mais. Somando-se a isso a bonita letra do samba e a sensacional bateria de Mestre Ciça, fica a certeza de que a Grande Rio fará um espetáculo memorável na Sapucaí. No ensaio técnico em 20 de fevereiro, fiquei emocionado com a garra dos componentes dessa escola, que parece sair fortalecida do incêndio que detonou 100% de suas alegorias. E preparem-se para paradinhas dos ritmistas simplesmente arrepiantes, no melhor estilo Ciça.

Escola: Beija-Flor
Enredo: “A Simplicidade de um Rei”
Trecho: De todas as Marias vem as bênçãos lá do céu / Do samba faço oração, poema, emoção!
Análise: Quem me conhece sabe que não sou fã de Roberto Carlos - pelo contrário -, mas acho bacana a homenagem prestada pela escola nilopolitana. O samba tem passagens interessantes, de apelo poético, mas não me empolga (talvez por questões pessoais). Mas como Neguinho tem o dom de fazer o samba ficar melhor na avenida do que no estúdio, é possível que o produto final fique em bom nível.

Escola: Vila Isabel
Enredo: “Mitos e Histórias Entrelaçadas Pelos Fios de Cabelo”
Trecho: É minha vida, é a Vila! / O brilho, a raiz, a sedução / O Universo em sua formação / Nas longas madeixas de Shiva
Análise: Considero esse o mais original enredo do ano. O samba tem passagens inteligentíssimas, com trocadilhos bastante interessantes. No ensaio técnico na Sapucaí em 20 de fevereiro e também nos realizados na avenida 28 de Setembro ficaram evidentes a garra da comunidade de uma escola que vai novamente para o sambódromo sem alas comerciais. Reservo grandes expectativas para o carnaval da Vila, que deverá marcar o retorno de Rosa Magalhães ao desfile das campeãs.

Escola: Salgueiro
Enredo: “Salgueiro apresenta: O Rio no cinema”
Trecho: Na busca o bonde da Lapa Madame Satã / Pequena Notável requebra até de manhã
Análise: Gostei do samba do Salgueiro. A letra pode ser considerada "difícil", até porque parece muito "denso" o conteúdo. Mas Quinho conseguiu carnavalizar a coisa e arrancar algumas passagens melódicas pra lá de saborosas, como o trecho aqui posto em destaque. A passagem "E o tesouro de Atlântida foi abraçado pelo mar" achei belíssima. Promessa de mais um grande desfile para a coleção de Renato Lage.

Escola: Mangueira
Enredo: “O filho fiel, sempre Mangueira”
Trecho: Chorei... Ao voltar para minha raiz / Ao teu lado eu sou mais feliz / Pra sempre vou te amar!
Análise: Após o vacilo antológico e irreparável de não homenagear Cartola no ano de seu centenário, a Mangueira vem com o centenário de outro bamba, Nelson Cavaquinho, pra amenizar a desfeita com um dos maiores mangueirenses de todos os tempos. O samba é bonito, poético, melodioso. É claro que bate uma saudade das interpretações de Jamelão, mas a coisa ficou agradável na voz de Luizito. No ensaio de 13 de fevereiro, era difícil não cantar junto. E como disse Beth Carvalho na gravação do CD, "você voltou, parabéns, meu velho". Fortes emoções à vista.

Escola: Mocidade
Enredo: “Parábola dos Divinos Semeadores”
Trecho: Chegou a Mocidade fazendo a alegria do povo / Meu coração vai disparar de novo
Análise: Se ano passado o coração disparou e saiu pela boca, dessa vez ele vai disparar de novo. A verde-e-branco de Padre Miguel volta a apostar num samba de refrão forte e fácil de cantar para cair nas graças do público e, quem sabe, voltar a saborear um lugar no desfile das campeãs. A empolgação do público no ensaio de 13 de fevereiro foi notória e dá sinais de que a Sapucaí vai arrastar a multidão quando a Mocidade passar.

Escola: Imperatriz
Enredo: “A Imperatriz adverte: Sambar faz bem à saúde”
Trecho: É a minha escola a me chamar, doutor! / Posso ouvir no som da bateria, / O remédio pra curar a minha dor!
Análise: O enredo pode parecer - e talvez seja mesmo - um tanto genérico. Mas o fato é que a letra que fala dos benefícios do samba para o ser-humano é funcional e, na interpretação do inconfundível Dominguinhos, ganha ares de algo pra lá de especial. Há algumas passagens que pedem uma performance ousada da bateria (algumas flagradas na gravação do CD), e estou curioso pra ver como vai ser na avenida.

Escola: Portela
Enredo: "Rio, azul da cor do mar”
Trecho: Um oceano de amor que virou arte / E deságua na imaginação
Análise: Ô sambinha manjado! Tem toda a pinta de algo que já passou pela Sapucaí, mesmo sem ser uma "reedição" (até porque considero pouco provável que isso seja reeditável). São muitas daquelas frases feitas, como as rimas especiarias-mercadorias, navegar-mar e por aí vai, com direito aos navios negreiros e seus lamentos pelo ar nas águas de Yemanjá. Vamos ver que bicho dá. Aliás, já sei: vai dar águia no abre-alas.

Escola: Porto da Pedra
Enredo: "O sonho sempre vem pra quem sonhar"
Trecho: Quem não sonhou jamais amou / Não sabe o que é se libertar / Não viu o trem, nem o colar… / O sonho sempre vem pra quem sonhar!
Análise: A homenagem à Maria Clara Machado faz-me lembrar quando outra vermelho-e-branco daquelas bandas de Niterói e São Gonçalo, hoje no Grupo de Acesso, homenageou Bibi Ferreira com um belo carnaval assinado por Mauro Quintaes. O samba tem passagens bacanas e alguns trechos tocantes. Mas no geral me parece que o negócio ficou "remendado". Ficar repetindo "vai, vai, vai, vai" chega a parecer uma alusão à famosa escola do carnaval paulista.

Escola: União da Ilha
Enredo: “O Mistério da Vida”
Trecho: O meu amanhã só Deus saberá / A vida vamos celebrar
Análise: Embora não tenha visto muitos comentários a respeito dessa belíssima letra interpretada por Ito Melodia, considero esse um dos melhores sambas do ano. Foi até difícil selecionar um trecho específico pra figurar nesse espaço e, se formos ver, trata-se de um samba rápido, de versos relativamente curtos. Com tudo isso somado ao talento artístico de Alex de Souza, a União da Ilha deverá abrir com chave-de-ouro os desfiles de segunda-feira. Seria legal se fosse analisada pelos jurados, mas o fatídico incêndio que prejudicou a escola insulana (além de Portela e Grande Rio) não permitiu.

Escola: São Clemente
Enredo: “O seu, o meu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza”
Trecho: Que a natureza esculpiu / Divina emoção / O Rio nasceu do sol da canção
Análise: Tem aquele astral de samba despretensioso, parecendo até tratar-se de obra do Grupo de Acesso. Mas se você está lendo isso como uma crítica, eu vejo como um ponto positivo: se levarmos em consideração que a decisão da LIESA é a de que nenhuma escola cairá esse ano e que a São Clemente vem com esse samba leve e sem ameaças de seguir a sua gangorra Especial-Acesso, é bem possível que a escola de Botafogo consiga um desfile legal, seguindo aquele astral irreverente típico da agremiação. Além do mais, com final de Copa no Maracanã e sede olímpica na cidade, o Rio está (ainda mais) na moda.